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05
abr

Salvo pela Gentileza

por admin às 15:22 em: Uncategorized

Salvo pela gentileza!
Conta-se que um empregado em um frigorifico da Noruega, certo dia ao t√©rmino do trabalho, foi inspecionar a c√Ęmara frigorifica e inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso na c√Ęmara. Bateu na porta com for√ßa, gritou por socorro, mas ningu√©m o ouviu, todos j√° haviam sa√≠do para suas casas e era imposs√≠vel que algu√©m pudesse escut√°-lo.
J√° estava quase cinco horas preso, debilitado pela temperatura insuport√°vel.
De repente a porta se abriu e o vigia entrou na c√Ęmara e o resgatou com vida.
Perguntaram ao vigia:
-Porque foi abrir a porta da c√Ęmara e a inspecionar se isto n√£o fazia parte da sua rotina de trabalho?
Ele explicou: Trabalho nesta empresa h√° 35 anos, vejo centenas de empregados que entram e saem, todos os dias e esse √© o √ļnico funcion√°rio que me cumprimenta ao chegar, pela manh√£, e se despede, ao sair.
Hoje ele me disse ‚ÄúBom dia‚ÄĚ ao chegar.
Entretanto, não percebi que se despediu de mim. Imaginei que poderia lhe ter acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei…
Pergunta: Será que você seria salvo?????

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Um apelo em defesa da EDUCA√á√ÉO no sentido: menos “Brasil – ame-o ou deixe-o” – mais “Brasil – m√£e de todos” que d√° educa√ß√£o √† altura de ambi√ß√£o e compet√™ncia de cada um

REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para Professores. Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases. REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Tema:’Como vencer a pobreza e a desigualdade’
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – RJ

‘P√ĀTRIA MADRASTA VIL’
Onde j√° se viu tanto excesso de falta? Abund√Ęncia de inexist√™ncia. .. Exagero de escassez… Contradit√≥rios? ? Ent√£o a√≠ est√°! O novo nome do nosso pa√≠s! N√£o pode haver sin√īnimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais √© do que o excesso de falta de car√°ter, a abund√Ęncia de inexist√™ncia de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais √© do que uma combina√ß√£o mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradi√ß√Ķes.
H√° quem diga que ‘dos filhos deste solo √©s m√£e gentil.’, mas eu digo que n√£o √© gentil e, muito menos, m√£e. Pela defini√ß√£o que eu conhe√ßo de M√ÉE, o Brasil est√° mais para madrasta vil.
A minha m√£e n√£o ‘tapa o sol com a peneira’. N√£o me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela forma√ß√£o b√°sica.
E mesmo h√° 200 anos atr√°s n√£o me aboliria da escravid√£o se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha m√£e n√£o iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolu√ß√£o do problema, e que contivesse educa√ß√£o + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educa√ß√£o pela metade, ou t√™-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha m√£e sabe que eu s√≥ vou crescer se a minha educa√ß√£o gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradi√ß√£o!
√Č disso que o Brasil precisa: mudan√ßas estruturais, revolucion√°rias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudan√ßas que n√£o sejam hip√≥critas, mudan√ßas que transformem!
A mudan√ßa que nada muda √© s√≥ mais uma contradi√ß√£o. Os governantes (√†s vezes) d√£o uns peixinhos, mas n√£o ensinam a pescar. E a educa√ß√£o libertadora entra a√≠. O povo est√° t√£o paralisado pela ignor√Ęncia que n√£o sabe a que tem direito. N√£o aprendeu o que √© ser cidad√£o.
Por√©m, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participa√ß√£o efetiva; as mudan√ßas dentro do corpo burocr√°tico do Estado n√£o modificam a estrutura. As classes m√©dia e alta – t√£o confortavelmente situadas na pir√Ęmide social – ter√£o que fazer mais do que reclamar (o que s√≥ serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas est√£o elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que n√£o administra? De que serve uma m√£e que n√£o afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que n√£o se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma m√£e gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidad√£o ou exclu√≠do? Como gente… Ou como bicho?
Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universit√°rios.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um pr√™mio da Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas para a Educa√ß√£o, a Ci√™ncia e a Cultura (UNESCO) por uma reda√ß√£o sobre ‘Como vencer a pobreza e a desigualdade’

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil? foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
Favor divulguem, aos poucos iremos acordar este “BraSil”.

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